ALBERTO ARAÚJO - MEU RECANTO
Contos, versos e sentimentos à flor da pele.
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Textos


PÓLEN RIZOMÁTICO






Por se chamar pólen,
por fecundar sinas e acasos...

Lá se vai o poeta,
por meio dos veículos
e na vibratória e elíptica luz coloquial.

Na íntegra composição
dos compassos dos dias,
toda canção, toda chama o alimenta.


La se vai o poeta!
No avançar do sol,
na medula e na semente do tempo...

Na pele fresca do vento,
até a última gota
da magnificente tinta.

Grão e semente,
abastecedor de versos,
novo em linha e colheita,
pele e juba de Leão.

Pólen Rizomático,
alegórica fênix encorpada,
um palimpsesto,
que nem a ferrugem o corrói.
No alto permanecerá,
mesmo que a alma enrugar
os mais rés dos chãos.

E quando a espera
afugentar-se nas brenhas do dia-a-dia,
o corpo dos vaga-lumes
desproverem-se na própria luz,
os peixes não fisgarem anzóis.

À prova do estalado fogo
estarás o bardo,
voando na fina flor
do Céu de Niterói.
Afinal!
Os sonhos não se abatem...









Edição de imagens e texto

ALBERTO ARAÚJO
Enviado por ALBERTO ARAÚJO em 22/10/2014
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